Arquivo do mês de Setembro, 2009

‘Zero horas’

Quarta-feira, 30 de Setembro, 2009

São zero horas de um novo dia
E dentro de quatro paredes translucidas
Oiço a rua tranquila e vazia

Enquanto mutilo a consciência
Na rota indistinta de uma lágrima
Torturo-a sob eclesiástica ciência
E atiro-a a um completo deserto em que tudo é terra árida

São zero horas porque o tempo não conta
Não conta sucessos nem depressões
Não conta rios nem monções
São zero horas porque o tempo acabou,
Agora o ritmo do dia é marcado por corações.

‘Dá-me…’

Sábado, 26 de Setembro, 2009

Dá-me uma oportunidade,
de te acordar a meio da noite para dizer que te amo,
de te aparecer no trabalho não com uma rosa mas com um ramo,
de te contar uma dor e derramar uma lágrima de verdade
sem que guardes rancor por te querer sobre toda a eternidade;

Dá-me um sorriso simples e puro,
como aqueles que me davas
que sem querer alimentavas
este querer irracional e mundano;

Dá-me uma conversa por dia,
Uma incerteza insana, um medo, uma fraqueza,
Não por não te querer soberana mas por te querer princesa
Num quarto nosso e secreto, deste amor, desta fortaleza.

Dá me a tua sinceridade nua,
Porque eu posso não ser o teu príncipe mas fui teu plebeu
E  o meu coração não tem sangue azul mas bate pelo teu.

‘Verbo das três da manhã’

Quinta-feira, 24 de Setembro, 2009

No contraste dos vocábulos com o papel
Procuro acalmar o que sinto
Descrevendo este mundo cruel
E a distância deste Recinto

Procuro contar uma verdade
Iludir a pressão e o medo
Divorciar o tempo da Saudade
Planear a fuga deste degredo

Mas esta cobardia o que faz de mim?
Um herói mal interpretado?
Não! Mas talvez um coração magoado.


Quando a loucura não permite mais que escrever a horas roubadas.

‘Quero’

Terça-feira, 22 de Setembro, 2009

Quero dar a minha vida
A alguém que a saiba viver
A alguém que saiba crescer
Mas ela é minha ainda

Quero aliviar dos ombros o medo
Porque por ele eu parei de viver
Porque ele me roubou o crescer
E a ele sucumbo novamente me  escondendo

Quero deixar de querer
Deixar de elaborar tantos sonhos
Deixar de lhe permitir que me roube os sonos
Deixar de sentir e não poder

Quero tomar rumo e vela
voz e mão
Quero tomar o mar pelo coração
e tornar a vê-la.

“Palavras são sonhos escritos no ar…”

Domingo, 20 de Setembro, 2009

Palavras são sonhos escritos no ar
Pensamentos voláteis de se apagar
São raios de um eu que alguém esconde
Peças de um puzzle à espera que alguém as monte

São receios e anseios que poucos reparam
Gritos estridentes para os que amparam
Uma queda simbólica Uma queda dolorosa
Um sorriso esporádico Uma alegria saborosa

Palavras são sonhos escritos no ar
Desejos impossíveis de esquecer
São traços de ti por abraçar
Futuros anónimos por escrever

Uma primeira vez…

Domingo, 20 de Setembro, 2009

A minha presença na comunidade internauta tem sido intermitente e sem qualquer legado, contudo  achei que era altura de deixar algo que, pela primeira vez, para bem ou para mal, pudesse ser visto e criticado por qualquer um.

Assim apresento hoje este recanto “Misleading Routes” do vasto oceano que é a web hoje em dia.

Agradeço ao fundador e dono da Yubo por ainda me permitir utilizar o servidor.

E espero receber retorno construtivo acerca do que aqui apresentar.

Saudações
Até breve