‘Zero horas’

São zero horas de um novo dia
E dentro de quatro paredes translucidas
Oiço a rua tranquila e vazia

Enquanto mutilo a consciência
Na rota indistinta de uma lágrima
Torturo-a sob eclesiástica ciência
E atiro-a a um completo deserto em que tudo é terra árida

São zero horas porque o tempo não conta
Não conta sucessos nem depressões
Não conta rios nem monções
São zero horas porque o tempo acabou,
Agora o ritmo do dia é marcado por corações.

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