Não sou poeta mas sou atleta da vida
Não sou perfeito mas tenho-te no peito querida
Não sou de ferro mas grito-te de peito aberto, Ó menina
Quero-te de volta e não perdida gentil airosa margarida
Porque de madrugada a neblina torna-se geada
E o meu corpo atónito cai numa berma de estrada
Cai ferido numa berma abandonada
Cai numa ausência que não pedi mas foi-me dada
Quando era jovem gritava em silêncio
Pouco depois escrevia memoriais imensos
Com o tempo perdi a voz e esqueci-me do alfabeto
Agora mesmo que incorrecto, um abraço
Numa berma de estrada a esta gentil Margarida é tudo o que peço