Sou uma marca na areia
Que o vento copia de vez em quando
E o mar apaga por brincadeira
Inocente de que cria um imenso pranto.
Sou um sorriso usado
Que brilha na ponta de um cais
Onde sentado foi esquecido
À mercê de marés desiguais
Sou um reflexo intermitente
Num gélido oceano inclemente
Sou uma carta sem remetente
Uma esporádica emoção para ti insuficiente