‘E eu não…’

Sou senhor do tempo e do espaço
Da vida e da morte
E não posso ter-te

Vives dentro e fora do meu coração
Saltitas entre esta e outra dimensão
E eu não posso tocar-te

Tens um brilho que te precede
Um sorriso que te enaltece
E eu não posso ver-te

És um mistério que me fascina
Sabes que o meu olhar me incrimina
E eu não posso dizer-te

Usas uma armadura de confiança
Transpiras doçura e ninguém de alcança
E eu não posso derrotar-te

Duquesa ou princesa és real
Eu e tu num infinito areal
E eu não posso sonhar-te

Se a importância da vida é a conquista
A incerteza de te ter perdida
Não é uma obsessão masoquista
Mas uma sequela da minha vida

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